Caracterizada pelo consumo excessivo de água e pela produção exagerada de urina, desidratação e também sede excessiva. O paciente pode urinar até 10 litros por dia. Tem como causas a falta do hormônio antidiurético, que controla todo o líquido que entra e sai do corpo ou uma alteração renal. Além disso, a pessoa adquire o hábito de beber muita água, seja por compulsão ou de um problema psiquiátrico. Não tem nenhuma correlação com a alteração de açúcar como no diabetes mellitus. Considerando o conhecimento pouco difundido sobre o diabetes insipidus, é bastante relevante a importância de um estudo da doença, visto que a mesma pode trazer muitas complicações ao indivíduo se não for devidamente tratada. Seu diagnóstico correto é imprescindível para o tratamento, portanto se o medicamento prescrito não for específico, a farmacoterapia não alcançará êxito, além de agravar o quadro clínico do paciente. Não existem estudos epidemiológicos sobre diabetes insípido no Brasil, mas, no mundo, é uma doença rara, com prevalência de 1:25.000 atingindo homens e mulheres. 



TIPOS

  • Diabetes Insipidus CentralOriginado pelo sistema nervoso central onde o hipotálamo e hipófise são responsáveis pela produção do ADH. Quando acontece alguma lesão nestas estruturas, comprometendo a produção ou liberação do ADH, ocorre a queda das concentrações do hormônio no sangue, fazendo com que os rins percam a capacidade de reter água, que escapa pela urina em abundância. Os níveis reduzidos de vasopressina associados ao diabetes insipidus central (DIC) podem ter sido causados por danos no hipotálamo e na glândula pituitária. Estes danos podem estar relacionados com uma cirurgia, pela qual o paciente passou, uma infecção, inflamação de um edema, ou traumatismo craniano. Por vezes, a causa permanece desconhecida. Muito raramente, a diabetes insipidus central pode ter causa genética. 

  • Diabetes Insipidus Nefrogênica: Hipotálamo e hipófise funcionam corretamente, produzindo quantidades adequadas do ADH. Mas esse hormônio não funciona muito bem devido a um problema originado nos rins. O diabetes insípido nefrogênico é caracterizado pela incapacidade de concentrar a urina em resposta à vasopressina. Qualquer categoria de diabetes insípido pode ser completo ou parcial. Pode ser causado pelo uso de medicamentos tóxicos aos rins, como Lítio, anfotericina B, demeclociclina dentre outros medicamentos. Também pode ocorrer em crianças, devido mutações genéticas que alteram o receptor do ADH ou proteínas relacionadas a sua função.

  • Diabetes Insipidus Gestacional: Forma fisiológica da DI que ocorre na gravidez devido à produção da vasopressinas na placenta que degrada o ADH, causando o aumento da urina. É autolimitada, normalizando-se ao término da gravidez


 

DIAGNÓSTICO 
Diferenciar o diabetes insípido central de outras causas de poliúria, em particular a polidipsia psicogênica e o diabetes insípido nefrogênico. Todos os testes para DIC (e para DIN) baseiam-se no princípio de que a elevação da osmolalidade plasmática em indivíduos normais, causa diminuição da excreção de urina com aumento da osmolalidade. 

 

TRATAMENTO
Como no Diabetes Insipidus Central há falta de produção do hormônio antidiurético, o tratamento se baseia em sua reposição por via oral ou intra-nasal. O principal medicamento usado é a desmopressina. No caso do Diabetes Insipidus Nefrogênico, o problema não é a falta de antidiurético, mas a resistência à sua ação. Por este motivo, não adianta usar desmopressina. O tratamento é feito com a redução da concentração e diluição urinária. Por isso, o paciente deve fazer uma dieta pobre em sal e em proteínas. Se o DI estiver sendo causado por algum medicamento, o tratamento consiste na suspensão deste fármaco, o que, em geral, é suficiente para resolver o problema. 

 

DIABETES MELLITUS X DIABETES INSIPIDUS
O Diabetes Mellitus é amplamente reconhecido como a causa habitual de polidipsia e poliúria, a possibilidade de encontrarmos frente a um Diabetes Insipidus é passada despercebida. É muito importante ter o conhecimento sobre, pois seu diagnóstico errado pode levar a uma desidratação severa com dano cerebral, inclusive a morte. Diabetes insipidus não é sinônimo de diabetes mellitus. Às vezes o diabetes insipidus é chamado de “diabetes da água”, para diferenciá-lo do diabetes mellitus ou “diabetes do açúcar"